Na passada quarta-feira, o largo da Assembleia da República recebeu uma noite cénica. A projecção de um filme sobre os mais de cem anos do cinema português com montagem de mais de quatrocentas produções nacionais fez da noite de 9 de Maio um momento que que Lisboa deslumbrou como cidade cénica.

Mas mais do que uma noite deslumbrante na minha cidade estrondosa, a acção pretendeu sensibilizar a opinião publica para a urgência da proposta de lei do cinema. ‘Enquanto o mérito do cinema português é aclamado nacional e internacionalmente, a realidade apresenta preocupação. O Instituto de Cinema e Audiovisual está em absoluta ruptura financeira. Estamos perante um corte de 100%, sem paralelo em mais nenhum sector de actividade. As produtoras e empresas associadas ficam na iminência de encerrar’.

A cultura é uma das colunas vertebrais de um povo. Sem cultura não somos nada. A cultura apazigua as ansiedades da alma, regista a memória de um povo. E que Lisboa é cénica já todos sabemos, mas para registo da sua história na transversalidade dos tempos, a arte do cinema é fundamental, não concordam?