Joana Astolfi mexe com a alma das cidades. Reconstrói-as. Arquiteta de formação, as linhas largas encaminharam-na: “A arquitectura é muito ‘larga’, abriu-me muitas portas. Encontrei o meu caminho cruzando a arquitectura com a arte e com o design.”

Fundadora do Studio Astolfi, o atelier dedica-se a projetos de arquitetura, design de interiores, design de exposições, customização de mobiliário e a criação de peças únicas de autor. Da sua criatividade saiu a reabilitação de uma casa em Melides, o projecto de uma casa em Vale Figueira, a participação na exposição Habitar Portugal 2009 com a peça Recta Final, a curadoria e o design de uma exposição para a Nescafé, duas instalações, ‘A Conversa Ainda Não Chegou à Cozinha’ e ‘Para Ser Grande, Sê Inteiro’ nos dois novos restaurantes do chef Zé Avillez em Lisboa, a participação na Bienal de Design de Lisboa com a instalação ‘Most Things Relate When You Put them in a Circle’, o design do ‘Café da Garagem’ no Teatro Taborda em Lisboa e a encomenda e realização de uma série de objectos e peças únicas de mobiliário. Desde 2011 que dá workshops em escolas e academias de design – com o tema ‘A partir do Objecto – Como Ressuscitar Objectos com Joana Astolfi’.

Como viajante na sua própria cidade Joana apaixona-se pelos objetos do desconhecido, colecionando gavetas e portas antigas, cadeiras e candeeiros vintage e até diários de pessoas que não conhece. E nessas viagens a importância das lojas da Baixa, das padarias, das marcenarias, das lojas de carimbos, das drogarias que vendem tudo, dos cabeleireiros antigos e de douradores. Nesta grande procura das vivências dos seres humanos que constroem as cidades, Joana recolhe a importância do património humano das histórias que os mais velhos têm para contar, com a grande lupa da alma.

Com um talento de excelência a ressuscitar espaços e objetos ‘doentes’ ou obsoletos, dando-lhes vida nova, as histórias contam-se, sempre como um ponto de partida e que na procura de uma tensão entre o ‘antes’ e o ‘depois’. Através de um processo criativo e com o humor abraçado ao inesperado, a imperfeição celebra o erro através das suas peças, únicas e exclusivas que elogiam as histórias pessoais e afinal, transmissíveis, dos seres humanos.

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