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O registo é subtil, como quem alarga uma cidade com os olhos do mundo. Devagar, o momento regista-se sólido. Ao alcançar o mais conciso recorte de vida, o vento invade as ruas e estende nas paredes da cidade poesias perdidas. Os viajantes movem-se em receio e muitos esquecem-se da palavra consistência. Hoje é de um lugar seguro que abraço o tempo, uma passagem sem prazo de validade. Quem acorda todos os dias na Lisboa das cores vivas, sabe que este é um tempo de resistência. Erguidos ficarão os que evitarem a sombra e souberem elevar a palavra oportunidade. Os valores humanos enaltecem-se e, afinal, em tempo de transformação, aprendemos a alcançar a o mais importante da nossa mais pura existência.
Hoje Lisboa ergue-se sólida e os persistentes alongam o caminho da continuidade.
Em nome de uma estranha forma de existência, assim seja.

publicado em Fevreiro de 2009 no Lisbon Golden Guide