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Este calor dá-me ideias ainda mais megalómanas. De uma coisa tenho a certeza, é preciso pensar grande. Pensar enorme.  A categoria ‘A Cidade Cénica’ nesta Plataforma Atlântica tem como missão entender a fundo, porque não são  Lisboa e o Porto cidades mais amigas dos produtores de cinema?

Não temos a melhor luz do mundo? Porque é que perdemos tanta produção para filmes como a Roménia ou Buenos Aires do outro lado do Atlântico? Sabiam que a Nespresso quiz filmar em Lisboa e que os processos de aprovação em termos de tempo anularam Lisboa como cenário? E que todos os meses perdemos aprovação de filmagens, única e exclusivamente porque demoramos mais dias do que o possível para aprovação de certas filmagens? Sabiam que Dubrovnik (amo esta cidade croata) para atrair produtoras estarngeiras aprova qualquer pedido em 24h? Não faria sentido, nós, com duas das cidades mais bonitas do mundo termos um regime de aprovação igual?

Em tempos marquei uma reunião com a Vereadora da Economia da Câmara de Lisboa, Graça Fonseca. Extraordinariamente acessível e boa ouvinte, o  processo com as produtoras portuguesas está em andamento. Prometo andar em cima deste assunto, já que não me conformo com a ideia de perdermos para cidades que não chegam aos calcanhares das nossas.

Escolhi o Antonioni para este post por ser um dos meus realizadores preferidos. Mas nos dias da realidade todos me passam pela cabeça, Woody Allen, Julio Medem, Pedro Almodóvar ou porque não Wong Kar Wai? É preciso pensar grande não concordam?

em baixo dois dos últimos exemplos filmados em Lisboa e no Porto. Quero mais.