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O Porto está de boa saúde, aliás de excelente saúde. Já sabem que sou fã desta cidade e que nunca a vi como concorrente, mas antes como complementar.E a minha costela catalã identifica-se com a garra nortenha, das mangas arregaçadas, do sonhar e implementar, do cofre fechado a sete chaves das palavras ‘impossível’ ou ‘complicado’.

Nos dias que tive o prazer de lá ficar, senti uma energia mais leve, penso que por serem mais associativistas e por nunca ter testemunhado nenhuma maledicência ao vizinho do lado. Foi espantoso como nas minhas visitas apertadas, todos se conheciam e me levavam ao ‘vizinho’, o tal que nem sempre era ao lado. Aconteceu mais de uma vez e garantiu-me esta vivência de aldeia grande que Lisboa não tem.

Conheci pessoas carismáticas, projetos ambiciosos, verdadeiros estoicos em campo de crise. Abriram-me os livros da casa que exibem na montra com convicção, não apenas porque se movem com a energia possível a quem tem as contas em dia, mas porque acreditam muito no que fazem, regra essencial do empreendedorismo. De setas em punho, só em última instância desistem dos sonhos e na minha garra pela vida identifico-me muito com esta pujança que sinto sempre no Porto. Há muito sentido de família nos negócios e há uma cumplicidade forte entre equipas. E verdade seja dita, por serem mais empreendedores, penso que estão bem mais preparados para a crise com o pormenor de que quando fazem bem, fazem muito bem.

Hoje o meu dia vai ser de doidos a acabar às 23h no campo universitário. Mas postarei diariamente todas as histórias que recolhi a descobrir o Porto, a cidade que escolhi para pedir Lisboa em namoro, no dia 10 de Junho e que gerou o nascimento desta plataforma Atlântica.

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