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Não tenho muitas fotos a brindar mas descobri esta numa das minhas montras humanas que ofereci à cidade sem fins lucrativos. No balanço do ano retive uma grande amiga que nunca entendeu porque em 2012 tinha mandado gravar na minha agenda que o meu 2012 era bonito.

Foi um ano bonito, não tenho dúvidas. Um ano difícil para todos os portugueses, mas um ano, em que assisti, não apenas dentro de mim, mas em tanta gente à minha volta, uma maior  gratuitidade da partilha. Pessoalmente foi exigente, mudei de casa, deixando sem qualquer pena, o meu andar Atlântico, por uma causa maior. A vida é feita de escolhas que nos podem levar mais longe e se a causa é nobre, nunca olho para trás. Lancei esta plataforma Atlântica e o seu sucesso foi para mim surpreendente. Estrei-me em radio e na imprensa internacional, e montei o meu primeiro escritório fora de casa, num quarto andar cheio de luz, na Rua Garrett.

Nestas mudanças vi quem estava ao meu lado, assisti a atos muito nobres e generosos, de pessoas que não me conheciam de nenhum lado – parece que o universo sempre retribui o que plantamos – mas também vi quem nos piores momentos virou as costas por só estar habituado ao lado brilhante da vida. Muitos companheiros de imprensa apoiaram sem limites a minha plataforma, outros, viram-me como um alvo. Acredito que a árvore que escolhi subir tem muitos galhos e que o facto o meu empreendedorismo ser multifacetado – escrevo, fotografo e faço toda a parte comercial – não deveria ser vista como uma ameaça, mas antes como uma inspiração do que é o futuro dos empregos (odeio esta palavra, prefiro missão de vida e ser feliz na maior quantidade de horas dos nossos dias) em Portugal. Multitask é a palavra (como me disse há dias um dos melhores colaboradores do Expresso, que escreve como ninguém e sobre temas que nem toda a gente tem dedos para tocar).

Continuei a ter muitas pessoas e marcas a acreditar no meu trabalho e deixo aqui o meu imenso obrigada, em especial à Leica e à Siva, assim como todos os que me apoiaram no lançamento do Palácio Belmonte, em especial à Maria e ao Frederico Coustols, que fazem acontecer a minha Lisboa numa simplicidade contagiante e ao mais alto nível. Ainda os parceiros importantes para muitos dos projetos que concretizei.

Em termos pessoais conheci pessoas fascinantes, e houve algumas, pessoas de quem criei alguma distância. O meu amigo Mestre Rui de Luna sempre me disse que com a vida, a seleção fica mais exigente. Tive coragem para mergulhar nas entranhas da terra , o que não seria possível sem o Pico do Refúgio em São Miguel.

Nas viagens só posso agradecer a insistência de ter viajado muito, mas mais dentro do que fora, e de todos os destinos nomeio todas as que fiz aos Açores, como inesquecíveis, com um apelo da vossa visita às Flores, que ainda não conhecia e por quem fiquei rendida.

Fiz ainda uma viagem, que mesmo não correndo como sonhado, não deixou de me ensinar muito sobre mim própria e que mesmo na impercepção dos atos e das palavras, me fez viajar mais fundo cá dentro e elevou a minha fasquia de ser humano em evolução da melhor essência.

Agradeço por isso o ano de 2012, que exigente, me ensinou bastante e fez de mim uma mulher ainda mais forte e humilde, e arregaço as mangas para 2013, com a enorme felicidade de já poder (finalmente :-)) voltar aos meus treinos diários.

Deixo-vos uma entrevista com imagens inéditas de uma entrevista que fiz durante 2012, e que não quis deixar de partilhar. Obrigada a todos os que passam por aqui e que como eu ainda acreditam no nosso país. Sobre o ano que agora começa, já tenho as mangas arregaçadas. 2013, vamos lá!

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