Não era nascida quando estreou em Portugal, mas é um dos meus filmes de eleição. Baseado no romance homónimo do grande Giuseppe Tomasi di Lampedusa, o The Guardian considerou-o a melhor adaptação de sempre de um romance ao cinema, e um dos 100 filmes essenciais da história desta sétima arte que nos salva a todos. Passa este Sábado, dia 18, às 16h no Grande Auditório do CCB, e é para comprar antes que esgote! Mais aqui.

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Il Gattopardo’ é a crónica do desvanecimento de uma família aristrocata siciliana, a família Salina, personificada na figura do Príncipe Don Fabrizio (Burt Lancaster). Após a incursão na Sícilia das tropas revolucionárias de Garibaldi, Don Fabrizio tenta a todo o custo preservar o estatuto da sua família na hierarquia social. Apercebe-se que, para isso, é inevitável fazer concessões e criar alianças com uma burguesia ávida de visibilidade. Assim, aproveitando o interesse do seu sobrinho Tancredi (Alain Delon) por Angelica (Claudia Cardinale), filha de Don Calogero (Paolo Stoppa), autarca de Donnafugata, Don Fabrizio tem a astúcia de incentivar o seu casamento e assim assegurar a sobrevivência do nome e estatuto da família nesta nova era.

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Não é em vão que Il Gattopardo’ é considerado um dos filmes mais marcantes da história do cinema. Em 1963, no ano de estreia, foi o filme mais visto em Itália e esteve 40 semanas em exibição em França. Martin Scorsese, elegendo-o como o seu filme favorito e o melhor filme alguma vez feito, envolveu-se minuciosamente no restauro digital do filme, que após 12 mil horas de trabalho, recupera toda a riqueza de cores e detalhes da deslumbrante obra-prima de Visconti. É esta versão digital – restaurada em 4K e estreada no Festival de Cannes em 2010.