Abrir as portas do Grémio Literário é sempre uma viagem. Cada vez dou mais valor a postais intemporais da minha cidade que não se transformam com o passar do tempo. As vidas correm velozes e por isso entrar numa morada que me transporta aos mais eloquentes postais de Lisboa é sempre um privilégio.

Opening the doors of the Literary Guild is always a journey. Each time I put more value on the timeless postcards of my city that do not change over time. Lives run fast and so entering an address that transports me to the most eloquent postcards of Lisbon is always a privilege.

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Porque a morada convida a quem ama muito a história da cidade, mas também a paixão pelos livros, não eu fosse filha de um alfarrabista, a ideia que tenho é que o tempo pára e temos tempo para “estar onde estamos”, uma frase do José Tolentino Mendonça que me persegue neste agitado Século XXI. Mensalmente costumo frequentar uma tertúlia com alguns amigos e interessados em variados temas que passam pela política, literatura, ou até os astros de Fernando Pessoa mas o que vos trago hoje é uma proposta bem diferente.

The address invites those who love the history of the city a lot, but also the passion for books, not the daughter of a bookseller, the idea I have is that time stops and we have time to “be where we are”, a phrase from the José Tolentino Mendonça who haunts me in this agitated 21st Century. Monthly I usually go to a meeting with some friends and interested in various topics that go through politics, literature, or even the stars of Fernando Pessoa but what I bring you today is a very different proposal.

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Hoje partilho o Grémio Literário e faço-o feliz por ver acontecer uma morada tão icónica de Lisboa num outro formato, que ousado, para quem conhece a instituição, rasga a tradição de ‘coolness’ com uma categoria à altura das suas paredes edificadas. O Grémio mexe muito comigo. Fundado em 1846, por nomes ligados ao liberalismo português, é uma morada que me faz regressar sempre aos meus Pais por isso poder usufruir dessas memórias num formato inovador é mesmo uma alegria e ainda mais partilha-lo, com quem por norma não tem acesso, por ser um clube privado.

Situado no coração do Chiado, o clube que ocupa a morada do centenário Palácio dos Viscondes de Loures, imortalizado por Eça de Queirós em ‘Os Maias’ foi fundado em 1846. Habitado por grandes personalidades da vida cultural, social e política da época, como Alexandre Herculano, Almeida Garrett, Fontes Pereira de Melo ou o Duque de Loulé, é uma morada de referência para os amantes da literatura que amam Lisboa.

Today I share Grémio Literário, and I am happy to see such an iconic Lisbon address happen in a different format, so bold that, for those who know the institution, it breaks the tradition of ‘coolness’ with a category that matches the its walls built. Grémio messes with me a lot. Founded in 1846, by names linked to Portuguese liberalism, it is an address that always makes me return to my parents so that being able to enjoy these memories in an innovative format is even a joy and even more sharing it, with whom, as a rule, for being a private club.

Located in the heart of Chiado, the club that occupies the home of the centenary Viscondes Palace of Loures, immortalized by Eça de Queirós in ‘Os Maias’ was founded in 1846. It was inhabited by great personalities of the cultural, social and political life of the time, as Alexandre Herculano, Almeida Garrett, Fontes Pereira de Melo or the Duke of Loulé, is a reference address for lovers of literature who love Lisbon.

 

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Com grande irreverência, o espaço tão bem guardado, abre agora as suas portas ao Sábado para o Jazz Brunch. E  nome diz tudo. Um brunch que é acompanhado por música ao vivo, uma ideia genial da lindíssima Raquel Rodrigues que inspirada numa viagem a Nova Orleães nos Estados Unidos da America concretizou a ideia com o talento da chef Cunha Feteira e o empresário Miguel Júdice que deu a ideia da morada. E só mesmo o Miguel para conseguir convencer a instituição a abrir as portas a este conceito. Quem frequenta o Grémio sabe do que falo e achei estoica esta conquista, de abrir as portas, a um evento que enche de frescura o palácio.

Entre a sala onde está o brunch e a varanda que abraça o Tejo, o movimento contorna uma carta que é familiar e que na sua simplicidade marca bem as tradições portuguesas. As frutas marcam bem o espaço nuns pratos altos, que fazem companhia a tábuas de queijos e charcutaria. Há pão, com e sem gluten, croissants, bolos vegan e tartes. Ao lado dos leites, há iogurtes, cereais, águas aromatizadas e uns sumos naturais onde destaco o de melancia que foi dos melhores que provei em Lisboa. A passar existem croquetes e empadas quentinhas, pasteis de nata, panquecas e um prato do dia, que quando fui era um delicioso bacalhau no forno. Entre as opções do café e chá há ainda lugar para um espumante para celebrar a vida. A mesma vida que abriu as portas de maneira tão irreverente a esta instituição tão clássica de Lisboa e que é uma experiência agora obrigatória nos brunch das nossa cidade.

With great irreverence, the space so well kept, now opens its doors to Saturday for the Jazz Brunch. And name says it all. A brunch that is accompanied by live music, an ingenious idea of the beautiful Raquel Rodrigues who inspired a trip to New Orleans in the United States of America realized the idea with the talent of the chef Cunha Feteira and the businessman Miguel Júdice who gave the idea of the address . And only Miguel to be able to convince the institution to open the doors to this concept. Those who attend Grémio know what I am talking about and I found this conquest stoical, to open the doors, to an event that fills the palace with freshness.

Between the brunch room and the balcony that embraces the Tagus, the movement skirts a letter that is familiar and in its simplicity well marks the Portuguese traditions. Fruits mark the space well in tall dishes, which accompany cheesecloths and charcuterie. There is bread, with and without gluten, croissants, vegan cakes and pies. Alongside the milks, there are yoghurts, cereals, flavored waters and some natural juices where I highlight the one of watermelon that was one of the best I tasted in Lisbon. To pass there are hot croquettes and pies, pastries of cream, pancakes and a dish of the day, which when I went was a delicious cod in the oven. Between the choices of coffee and tea there is even place for a sparkling wine to celebrate life. The same life that has opened the doors so irreverently to this institution so classic of Lisbon and that is an experience now obligatory in the brunch of our city.

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O que adorei
A irreverência da instituição abrir as portas a um brunch ao som do jazz ao vivo. Também o sumo de melancia e a simplicidade da carta com tantas referências ao que é nosso.
O que melhorava
Nada a aclamar ;-)

What I loved
The irreverence of the institution open the doors to a brunch to the sound of live jazz. Also the watermelon juice and the simplicity of the letter with so many references to ours.
What could improve
Nothing to add :-)

Jazz Brunch Grémio Literário
Av. de Roma, 100, Lisboa
+351 21 347 56 66
reservas: jazzbrunchnogremioliterario@gmail.com
website . facebook

© photos Jazz Brunch Grémio Literário e  Sancha Trindade